26 dezembro 2014

E só uma faculdade,gente!

  As férias de fim de ano costumam misturar muitas emoções, para quem está terminando o ensino médio ou vai fazer vestibular ano que vem. Se a lista de conteúdos enormes já não fosse intimidadoras o bastante, a temida escolha da faculdade surge como  um assunto onde todo mundo quer opinar .Quem não tem ideia do que pretende fazer ou simplesmente não quer pensar nisso, a Associação Brasileira de Pais e Tios Chatos  começam a lhe julgar por não ter seus próximos 10 anos planejados. 


faculdade - enem - vestibular

  Há alguns meses eu li um texto incrível, onde a psicologa Rosely fala de forma sincera e leve sobre todo o exagero que envolve a pergunta "qual curso escolher ? ", explicando o impacto que toda essa pressão nos causa e as coisas que realmente precisamos saber para escolher um caminho - e mudá-lo - sempre que necessário: 


ROSELY SAYÃO – É SÓ UMA FACULDADE, GENTE! 

Qualquer curso pode ser feito por qualquer jovem. Mesmo. De preferência, um que não o faça sofrer muito

  NESTE MOMENTO, muitos jovens estão preocupados ou ansiosos em demasia com o que os espera no futuro próximo em relação aos estudos.São eles os que irão iniciar o ensino médio no próximo ano letivo e os que estão prestes a terminar o mesmo ciclo. O motivo? A escolha que terão de fazer para o ingresso na faculdade.Eles acreditam existir um curso -UM!- que dará sentido à vida profissional deles. A escolha que farão terá de ser, portanto, exata, precisa. Não podem errar, não podem vacilar, não podem hesitar. Essa decisão, tomada perto dos 17 anos, deverá ser definitiva.E dá-lhe orientação profissional, vocacional e coisa que o valha. Apesar disso, bem perto dos 45 minutos do segundo tempo, a maioria deles estará indecisa.
    E mesmo os que fizerem uma escolha duvidarão dela rapidamente. Cerca de 40% dos universitários desistem do curso que escolheram no primeiro ano da faculdade.O que foi que fizemos com os jovens para que eles caíssem nessa roubada? Contamos historias fantásticas a respeito da vida adulta profissional, construímos fábulas muito bem estruturadas sobre a vida e o trabalho, apontamos o êxito como meta de vida, associamos prazer no trabalho com felicidade, não é verdade? Isso sem falar no conto da vocação.E eles sofrem com as dúvidas mais do que certas que surgem nessa hora. Claro! Em um mundo com tantas profissões novas somadas às tradicionais mais as já desgastadas etc., o que priorizar?
    Depois, como reagimos quando eles entram na faculdade e não conseguem se comprometer mais com os estudos nem dar sentido ao que estão fazendo e comunicam isso de maneira um tanto quanto desajeitada?
Sentimos pena deles por terem de fazer uma escolha tão importante na vida assim, precocemente.É por isso que virou moda, na faixa de população com alto poder aquisitivo, fazer o filho tirar um ano sabático antes de escolher a faculdade e prestar o vestibular.“É um tempo bom para amadurecer”, me disse um pai. Mas não é justamente para isso que serve toda a adolescência? Então, por que fizemos tanta pressão nos primeiros anos da vida deles? Por que exigimos que eles rendessem nos estudos na fase em que deveriam brincar? Talvez o sabático seja uma compensação que queremos oferecer em relação aos anos de infância que roubamos deles, não é verdade?
      O fato é que esses filhos que foram jogados no mundo do conhecimento sistematizado ainda na primeira infância, fortemente poupados da realidade o tempo todo, impedidos de crescer na segunda parte da infância e abandonados aos seus caprichos na adolescência não conseguem nem sequer enxergar o mundo em que eles vivem.Esse mundo, que muda tão rapidamente, tão pleno de diversidades, complexidades e possibilidades, permite um leque enorme de trabalho dentro de uma mesma profissão. Então, por que tanto drama para escolher um curso?
     Qualquer curso pode ser feito por qualquer jovem. Qualquer mesmo. De preferência, um que não imponha a ele sofrimento demais considerando suas habilidades, seus interesses e suas preferência pessoais.E depois? Ora, chegada a maturidade, sempre há saídas virtuosas e honrosas para qualquer um. É só uma questão de comprometimento, de responsabilidade consigo mesmo, de esforço e perseverança. Mas tudo isso tem sido uma moeda rara na atualidade.Vamos facilitar a vida dos mais novos, vamos tornar essa escolha menos importante. Um curso universitário é só um curso, apenas isso. Jamais será definitivo na vida de alguém.Fazer o curso do começo ao fim, com todas as dificuldades, os dissabores e as frustrações encontrados no percurso é que pode ser algo valioso para o amadurecimento do jovem, muito mais do que o curso escolhido.
Simples assim.

O que acharam do texto? Beijos 
Postado por Byanca Pinheiro às 11:00
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Arrasou com o texto.
Realmente é muito complicado ter que decidir tudo assim, com apenas 17 anos e sem ter tido muita experiência profissional. Graças a Deus meus pais sempre foram muito realistas e sempre me mostraram os defeitos de cada facul que almejava. Conversei muito com profissionais de cada área e espero que ano que vem eu não desista, igual a maioria dos jovens, como dito no texto.

Mas também acho que o jovem tem que tentar, tentar e tentar mas se ver que realmente não rola, ok, desista e tente outra coisa. Poxa, muitos adultos só foram encontrar o que realmente querem depois dos 30... 40... por que nós não podemos?!

Amei a matéria e o post!
Beijão
http://www.cappuccinoebobagens.com/
Que texto hein! Realmente acho que é muita pressão em cima do jovem com essa questão. Saber lidar com essas fases é fundamental. Amei

www.fashionworldbykaren.com

Postar um comentário

Olá, é um grande prazer ter você aqui no blog, fique a vontade. Deixe o link do seu blog para que eu também possa visitá-lo ,mas evite mensagens (seguindo,segue de volta) Beeijos ♥

PageRank