17 julho 2014

Resenha: Toda Sua,Crossfire - Sylvia Day

 


   Como sempre rola comparação nos comentários vocês precisam saber que eu não consegui e nem quero terminar de ler 50 Tons de Cinza. Quase entrei em coma de tédio acompanhando a história pelos olhos da Anastasia-Virgem-De-11-Anos-Steele. Superando isso, podemos começar a falar de Toda Sua sem o receio de comparações desnecessárias.  

     O livro é sobre sexo, sobre sexo e a relação dos personagens com tudo o que envolve o ato, sobre sexo e o quão veraneável ele pode te deixar. Diferente de outros livros esse escancara sexo explicito, sem enrolar no romantismo ou exagerar nas taras ou fantasias a ponto de ser bizarro. É um meio termo que permite aproveitar mais o livro - mesmo que ele te incomode as vezes -  e faz com que a leitura seja rápida.

Quero finais felizes pra todo mundo que já sofreu o diabo na vida. Mostre que é possível, Eva, querida. Me faça acreditar   - Cary.                                                         
    A história começa com Cary - melhor amigo gostoso da protagonista que ama e exerce sua bissexualidade constantemente -  tentando convencer a Eva a comemorar com ele. Pelo emprego e por estarem seguindo em frente. Saber que ela teria outra relação importante além do que consta na sinopse foi ótimo, o livro seria um porre se só girasse em torno dois personagens.

   Em meio a reflexões que ela fez para não pensar em como esta nervosa, Eva foi até o edifício Crossfire  para conhecer seu chefe e começar no seu primeiro dia. Tudo estava indo perfeitamente bem até ela começar a cagar a situação esbarrando, caindo e tropeçando em todo mundo até o universo fazer ela parar enfrente  ao cara mais gostoso desse planeta . 


Eu estava vermelha, e meus olhos verdes pareciam especialmente radiantes. Aquele rosto era familiar para mim — era o que eu via no espelho do banheiro antes de ir para a cama com um homem. Era o meu olhar de estou-pronta-pra-foder, e não deveria estar estampado na minha cara naquele momento, de jeito nenhum. Meu Deus. Controle-se  - Eva 
    Tudo isso indo da entrada do edifício até o elevador mais próximo. O clichê foi tão ruim que eu broxei e vocês também vão ao ler, mas a gente supera. Cross segue aquela linha de cara bonito e extremamente sexy, que anda por ai com sua barreira invisível de superioridade conquistando 90% das mulheres e conseguindo tudo o que quer - mesmo que por meios discutíveis. 

   Quando ele começa a insistir e ela não sede a coisa começa a ficar interessante porque muitas coisas importantes sobre a relação dela com a mãe e o padrasto se ligam com o modo como ela começa a fugir do Cross.  A personalidade controladora e possessiva dele se faz presente na história inteira das coisas mais sutis até as mais revoltantes, assim como a necessidade de fuga dela quando sente que não tem escolha ou poder sobre as coisas que estão acontecendo.


Seu olhar se tornou mais intenso e sua voz baixou para um tom de intimidade. “Romance não é meu forte, Eva”. Mas conheço mil maneiras de fazer gozar. Basta você querer.  - Gideon Cross

    A ideia de sexo casual parece óbvia para os dois mas a relação entre eles se intensifica de forma sufocante, expondo fragilidades e defeitos graves que eles trazem desde a infância, características que um estimula no outro o tempo inteiro. O sexo é um fator chave em tudo isso, não só pela atração física descontrolada mas por ser o elo de ligação mais profundo entre eles. 

    Muita gente pode achar romântico até aqui, mas chega a doer acompanhar personagens se machucando de forma tão intensa no presente com coisas do passado que não conseguem deixar para trás. Em algum momento essa montanha russa emocional desgasta demais, tanto o relacionamento deles quando quem esta lendo. Nos dois casos é difícil parar de qualquer forma.


Ele me possuiu e eu fiquei obcecada - Eva.

    Eu indico o livro para quem assume ler sobre os extremos constantes dessa história. As partes de flert e  eróticas estão por toda parte: sedutoras, divertidas, ousadas e envolventes fazendo quem lê se divertir e esquecer da relação disfuncional deles na maioria das vezes. 


Alguém já leu o livro? Ou tem o interesse em ler ? Beijão 
Postado por Byanca Pinheiro às 02:14
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