13 outubro 2013

Na décima nuvem






Não nasci com a pretensão de ser coadjuvante na vida de ninguém, nem muito menos viver castrado por algum sentimento qualquer. Em resumo: eu nunca soube o que vim fazer neste mundo.”

“Até o presente momento, não houve sequer um hoje incapaz de mudar o que foi o ontem. Enquanto você é capaz de fazer alguém chorar, você ainda tem o poder de fazê-la sorrir. Indiferentes não sentem. Não se preocupam. Nem muito menos se importam com as tuas palavras. É fácil mentir para quem não se interessa por tua verdade. Mas, por favor, Zé, enquanto estiver lado a lado com alguém que preze por tua pessoa, seja claro, transparente e tenha uma multidão de sorrisos em teu bolso. Mais vale gargalhadas sem limites à cartões de crédito ilimitados.”

“Sábados – ou finais de semana em geral – são aqueles dias que sobram pessoas perguntando o que tem para fazer e faltam aquelas que nos propõem não fazer nada com a gente – só ficar ali curtindo a nossa companhia, uns filmes bestas e uns assuntos sacanas. Sinto que estou enjoado das mesmas pessoas, dos mesmos risos forçados e dos mesmos assuntos de sempre. Encontrar um novo amor, casar e ter filhos é até uma ideia bonita. Mas se canso até de mim, como não cansarei de alguém? Talvez, eu só precise de um porre, de desconhecidos com nomes falsos e de um colchão novo para repousar dúvidas antigas.”

“Aí, me sentei no shopping sozinho. Não queria ouvir coisas novas, nem idiomas confusos. Apenas sentei e fiquei olhando para todas as pessoas que passavam por ali. Shopping é igreja para o consumismo. Ficava triste vendo mulheres com homens com caras de babaca. Daqueles que nunca leram um livro e que pensam que francesinha é apenas uma francesa pequena e que californiana é apenas uma moça da Califórnia. Homens que não conhecem detalhes. Homens que se preocupam mais com carros com que com carinhos. Daqueles que em todo final de semana lavam seus automóveis na calçada, mas há meses não tomam banho com suas esposas ou lhe fazem uma surpresa decente.

Aqueles caras que pegam cem quilos na academia, mas não são capazes de carregar uma bolsa da pequena. Senti pena daquelas mulheres. Mas, depois, nem fiquei com tanta pena assim. Afinal, elas escolheram, né? Mulher que escolhe o homem pelo que ele tem não pode reclamar do que ele é. Porque tudo é tão simples: homens que dão mais valor aos bens materiais do que às pessoas ao seu redor irão tratar as mulheres como um carro novo. Acontece, que quando o modelo fica vencido e começa a dar problemas, bem, você sabe o que acontecerá.”
Postado por Ana Carolina Dias às 22:12
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

Cara, adorei esses textos! Será mesmo que eu continuo sendo uma pessoa indiferente?! Poxa, eu tento mudar, tento não enjoar da cara das pessoas, do papo, mas é mais forte que eu. Até porque ninguém tem assunto todo dia, ninguém vai estar com uma cara nova a cada novo dia. Acho que eu sou do mundo. Eu sou a prova viva de que todos os dias precisamos estar diferentes. Um dia, estou sorrindo, outro dia, estou matando. Vou seguir seu blog, gostei bastante :)

www.livro-apaixonado.blogspot.com.br/
Toda vez que passo por aqui e me deparo com um novo texto, fico muito feliz. Você escreve super bem, e seus textos realmente me fazem refletir.
O blog está incrível, continue com o ótimo trabalho!
Beijos, Rachelli Carpaneda.
www.sonhandoalto.com.br
Rachelli ficamos muito feliz que tenha gostado do blog, mas o texto é do autor Hugo Rofrigues :* beeeijos *-*

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