09 setembro 2013

Livro: Clube dos Leitores de Histórias Tristes



Há uns anos atrás eu li um livro pra escola que se chamava "Clube dos Leitores de histórias Tristes" (alguém já leu?). Ele conta a história de um grupo criado numa escola que se reunia todo sábado pela manhã para ler um conto triste, é meio infantil, mas é bem legal. E eu resolvi trazer um conto desse livro pra vocês: "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury.


Num futuro não muito distante, haverá um bombeiro chamado Guy Montag. Toda noite, ele sai em companhia de outros bombeiros para visitar casas de pessoas suspeitas de possuírem livros. Se encontram livros, os bombeiros queimam todos com jatos de fogo.
Guy é casado com uma mulher chamada Milly, que não trabalha. Ela passa o dia todo em casa conversando com as paredes. No futuro, cada parede de sala terá uma televisão que conversará com o espectador. Que tipo de coisas ela fala com as paredes? Troca frases banais. 'O dia está lindo, não?', 'Você acha que vai chover hoje?', 'Veja esta blusa que comprei ontem!' Bem, apesar de ter as paredes falantes, Milly vive triste. 
Uma noite, quando voltava pra casa, o bombeiro encontrou uma garota caminhando pela rua. Ele estranhou aquilo porque, no futuro, as pessoas não mais caminharão pelas ruas, muito menos à noite. A garota, que se chamava Clarisse, disse a Guy que gostava muito de conversar. Contou-lhe que conversava com seus pais e tios. O bombeiro ficou espantado com aquilo porque no futuro ninguém conversará mais. 
Certo dia, Guy recebeu ordem de queimar os livros de uma velhinha. A pobre mulher defendeu seus livros com tanto vigor que o bombeiro ficou impressionado. Aí, ele se perguntou: o que há de tão importante nos livros que as pessoas arriscam suas vidas por eles? Então, o bombeiro, que andava muito estranho desde o encontro com Clarisse, resolveu apanhar um livro. 
Milly notou que seu marido andava pensativo. Ela não compreendia como ele não era totalmente feliz já que tinha um emprego e ganhava bem. Aí, ficou preocupada, com medo de que ele fosse demitido. 
No quartel dos bombeiros havia um cão mecânico com oito patas de aço, programado para odiar as pessoas diferentes, principalmente as que amavam livros. Na ponta do focinho, o cão mecânico tinha uma agulha que injetava veneno nas suas vítimas. Desde a noite em que Guy conheceu Clarisse o cão passou a rosnar para ele. O ódio do animal ia crescendo à medida que o bombeiro ficava em dúvida sobre a necessidade de queimar livros. Também o comandante dos bombeiros percebeu que havia algo de errado com Guy. 
Certa noite, quando Guy faltou ao trabalho, o comandante foi até a casa dele. O homem sabia que seus comandados, de quando em quando, entravam em crise e tinham dúvidas sobre a necessidade de destruir livros. Naquela noite, conversaram bastante e, na saída, o comandante deu a entender a Guy que ele deveria entregar os livros que tinha apanhado às escondidas. Depois da visita do chefe, Guy decidiu para de queimar livros. Foi até a casa de um velho que lhe contou que havia muitas pessoas que se encarregavam de manter os livros intactos. Guy quis saber como eles faziam para guardá-los. O velho bateu como indicador na cabeça e disse: nós decoramos os livros. Guy quis saber que tipo de pessoas faziam aquele trabalho. O velho explicou que eram pessoas que estava à margem da sociedade, principalmente mendigos, que viviam ao longo das estradas e ferrovias, que dormiam em prédios abandonados. O velho disse: 'Cada pessoa é um verdadeiro livro vivo...' 
Cada mendigo era um livro. Um era o Eclesiastes, que é um dos mais belos livros da Bíblia. Outro era o Dom Quixote. Cada pessoa decorava um livro inteiro: as partes narrativas, os trechos descritivos e as falas das personagens. A missão de todos eles era evitar que os livros desaparecessem da Terra. Por isso, viviam escondidos, à espera de um tempo em que se voltasse a imprimir livros. Então, Guy Montag juntou-se a eles. 


Sabem por que o nome do conto é Fahrenheit 451? Fahrenheit é o sistema de medição de temperatura usado nos países de língua inglesa, e é a 451 graus Fahrenheit que o papel de imprensa pega fogo.

Agora, já pensaram se isso acontecesse mesmo? Os livros, pra mim, são como um refúgio. Eu amo ler. E não suportaria ser separada deles, e vocês? Gostariam que eu trouxesse mais contos do livro pra vocês? Deixe seu comentário.
Postado por Stefany Pereira às 18:54
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Leia sim Isa, é uma história gostosinha de ler *-*

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